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Quais os cuidados com a alimentação do bebê? Confira!

Jornadas da Vida - Bebê a Bordo Por Jornadas da Vida – Bebê a Bordo
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ícone de calendário indicando a data da publicação​ Criado em 06/11/2023 | Atualizado em 03/11/2023

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Quer descobrir oito dicas para garantir que o seu filho receba uma alimentação saudável e adequada Continue a leitura!

A alimentação do bebê é a base para uma vida saudável, especialmente nos primeiros anos. Nessa fase do desenvolvimento, os pequenos têm necessidades nutricionais específicas, pois estão crescendo rapidamente e os seus sistemas ainda estão se desenvolvendo.

Uma dieta balanceada vai fornecer os nutrientes necessários para o crescimento ósseo, o desenvolvimento do cérebro, o fortalecimento do sistema imunológico e a saúde geral da criança.

Os cuidados com a alimentação desde o início também podem estabelecer hábitos alimentares saudáveis. Isso contribui para prevenir problemas de saúde no futuro, como a obesidade e doenças crônicas.

Quer descobrir oito dicas para garantir que o seu filho receba uma alimentação saudável e adequada Continue a leitura!

1. Não inclua açúcar na alimentação do bebê

O açúcar é um dos principais vilões da alimentação do bebê. Isso porque o paladar da criança está em desenvolvimento, e a exposição precoce ao açúcar pode fazer com que ele desenvolva a preferência por alimentos doces, em vez de opções mais saudáveis.

Além disso, o consumo excessivo de açúcar na infância está associado a maiores riscos de obesidade, cáries dentárias e outras doenças. Portanto, evite oferecer alimentos ricos em açúcar, como doces, biscoitos recheados, refrigerantes e sucos industrializados.

Para adoçar um iogurte natural ou um bolinho, por exemplo, prefira opções mais naturais, como frutas frescas e geleias 100% fruta, que fornecem vitaminas e minerais essenciais para o seu filho.

2. Introduza novos alimentos aos seis meses

A partir dos seis meses de idade, o bebê está pronto para começar a experimentar novas comidas além do leite materno ou da fórmula infantil. A introdução dos alimentos sólidos deve ser feita de forma gradual e cuidadosa.

Inicie com comidas leves e de fácil digestão, como purês de frutas e legumes. Com o tempo, vá incluindo novos alimentos e texturas na dieta do pequeno. Essa diversificação alimentar é importante para garantir a oferta de nutrientes variados e estimular o desenvolvimento do paladar da criança.

3. Estimule o bebê a mastigar

Conforme o bebê vai crescendo e ganhando dentinhos, é fundamental estimulá-lo a mastigar os alimentos. A mastigação não apenas facilita a digestão, mas também é importante para o desenvolvimento da musculatura facial e da fala.

Ofereça comidas com diferentes texturas, como amassadas, em pedacinhos ou em pedaços para que o bebê possa segurar e levar à boca (como no método BLW).

Lembre-se de que a supervisão durante as refeições é essencial para evitar engasgos e garantir que o bebê se alimente adequadamente.

4. Evite alguns alimentos

Quais os cuidados com a alimentação do bebê? Confira!

Existem alguns alimentos que devem ser evitados até determinada idade, por causa do risco de alergias, intoxicações ou dificuldades digestivas. Confira alguns deles a seguir:

  • mel: não ofereça mel para crianças com menos de um ano de idade, pois ele pode conter esporos da bactéria Clostridium botulinum, que é prejudicial ao sistema nervoso do bebê;
  • biscoitos e alimentos industrializados: evite oferecer biscoitos, salgadinhos e outras comidas industrializadas com excesso de sódio, gorduras e açúcar. Esses produtos não fornecem os nutrientes necessários e podem levar ao desenvolvimento de maus hábitos alimentares;
  • leite de vaca: você não deve oferecê-lo como substituto da fórmula infantil ou do leite materno antes de o seu filho completar um ano. Isso porque o leite de vaca pode ser difícil de digerir, além de não conter todos os nutrientes necessários para a alimentação do recém-nascido. O mesmo vale para os derivados, como iogurtes e queijos.

Além disso, existem alguns alimentos aparentemente inofensivos que podem fazer uma criança pequena engasgar, como pipoca e uvas ou tomatinhos inteiros. No caso das pequenas frutas arredondadas, sempre as ofereça cortadas na longitudinal.

5. Mantenha uma hidratação adequada

A hidratação é essencial para o bom funcionamento do organismo, inclusive para os bebês. Se o pequeno já estiver na fase de introdução da água, ofereça água potável e filtrada em pequenas quantidades, especialmente em dias mais quentes ou após atividades físicas.

Lembre-se de que, até os seis meses de idade, o leite materno ou a fórmula infantil são suficientes para suprir as necessidades de hidratação da criança.

Portanto, não é necessário oferecer água ou chás antes desse período, exceto quando for recomendado pelo pediatra por alguma razão específica.

6. Proporcione a alimentação do bebê com itens orgânicos e frescos

Optar por alimentos orgânicos e frescos é uma excelente escolha para a alimentação do bebê. Eles são produzidos sem a utilização de agrotóxicos e pesticidas. Por sua vez, isso reduz a exposição do pequeno organismo a substâncias químicas potencialmente prejudiciais à saúde.

Além disso, os alimentos frescos mantêm um teor nutricional mais elevado em comparação com comidas processadas ou congeladas. Frutas, legumes e verduras frescas fornecem vitaminas, minerais e antioxidantes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento saudável do seu filho.

Também existem algumas frutas e legumes que, geralmente, têm uma quantidade grande de agrotóxicos, como os morangos e os pimentões. Se você puder, opte pelas versões orgânicas, inclusive para o restante da família.

7. Respeite as preferências e as restrições alimentares individuais

É importante respeitar as preferências e as necessidades individuais quando se trata da alimentação dos bebês. Alguns podem ser naturalmente mais seletivos, enquanto outros já aceitam uma variedade maior de sabores e texturas.

É fundamental não forçar a criança a comer o que ela não quer, pois isso pode gerar um ambiente negativo em torno da alimentação e prejudicar a sua relação com a comida.

Em vez disso, ofereça uma variedade de alimentos saudáveis e respeite os seus sinais de saciedade. Se ela recusar um alimento em particular, experimente oferecê-lo novamente em outra ocasião, preparado de outra forma.

Além disso, caso haja histórico de alergias alimentares na família ou se o bebê apresentar alguma reação adversa a um alimento específico, é importante informar o pediatra e seguir as orientações sobre as restrições alimentares necessárias.

8. Consulte o pediatra regularmente sobre a alimentação do bebê

É fundamental que o seu filho seja acompanhado por um pediatra desde o nascimento. Ele é o profissional capacitado para avaliar o crescimento e o desenvolvimento da criança, além de oferecer orientações específicas sobre a alimentação indicada para cada fase.

Esse acompanhamento regular permitirá identificar precocemente qualquer problema relacionado à alimentação e fazer as intervenções necessárias para garantir a saúde e o bem-estar do pequeno.

Cuidar da alimentação do bebê é uma das principais responsabilidades dos pais e cuidadores. Uma dieta adequada e balanceada é essencial para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional da criança, estabelecendo bases sólidas para uma vida saudável no futuro.

Ao seguir as dicas apresentadas neste artigo, você vai contribuir significativamente para o crescimento saudável do seu filho!

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