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7 dicas de como exercer uma paternidade ativa

Jornadas da Vida - Bebê a Bordo Por Jornadas da Vida – Bebê a Bordo
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ícone de calendário indicando a data da publicação​ Criado em 08/11/2023 | Atualizado em 03/11/2023

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Como ser um pai realmente presente, que não vai se arrepender no futuro de não ter acompanhado o crescimento dos filhos? Saiba mais ao longo deste conteúdo

Já ouviu falar em paternidade ativa? Este é o termo contrário ao que, infelizmente, ainda vemos muito por aí: pai ausente demais, seja por causa do trabalho ou, até mesmo, pela falta de compromisso com o filho.

Muitas vezes, a mãe acaba sobrecarregada, tendo que fazer quase tudo sozinha, o que resulta em estresse e falta de tempo para ela mesma.

Mas quais são as melhores formas de resolver essa situação? Como ser um pai realmente presente, que não vai se arrepender no futuro de não ter acompanhado o crescimento dos filhos? Ao longo do texto, vamos apresentar 7 dicas fáceis de colocar em prática. Acompanhe!

Por que a paternidade ativa é importante?

Quando pai e mãe estão presentes, o filho se sente mais amado. Assim, o seu desenvolvimento tende a ser mais saudável em todos os aspectos.

Se a figura paterna está ocupada demais em seu trabalho, por exemplo, isso vai, inevitavelmente, fazer a criança crescer com aquele vazio que só o pai poderia preencher, por mais que a mãe esteja sempre ali.

Homens e mulheres são diferentes por natureza. Nesse sentido, é muito importante que ambos estejam presentes e ativos tanto na criação quanto na educação dos filhos, desde o berço até a universidade.

Em outras palavras, cada um tem características inerentes a transmitir aos filhos. No caso do homem, por exemplo, a firmeza e a resiliência nas situações difíceis da vida.

Em relação à mulher, coisas como afetuosidade e brandura. É justamente a soma de tais características que faz uma criança crescer e se tornar um ser humano incrível, admirado e feliz.

Como exercer essa paternidade ativa?

Entender é importante, mas colocar em prática a paternidade ativa é ainda mais. Quer saber, então, como ser um bom pai? Acompanhe os tópicos seguintes!

1. Participe dos cuidados diários

Quando a criança nasce, ela não consegue fazer nada sozinha. É nesse momento que a presença do pai se faz tão importante, ajudando a mãe a dar banho, trocar a fralda e colocar para dormir, por exemplo.

Esteja presente nos primeiros meses de vida do bebê, pois isso tende a criar uma forte conexão entre vocês — e essa participação vai permanecer mesmo quando o pequeno começar a ficar mais independente.

2. Não espere para agir

Imagine que a criança está claramente com fome: em vez de delegar essa tarefa para a mãe, prepare você mesmo a mamadeira. Afinal, é possível que ela esteja descansando ou fazendo outra coisa importante.

Em situações como essa, o pai presente é aquele que se mostra proativo, buscando atender o mais rapidamente possível a necessidade do filho.

3. Tenha um tempo sozinho

Não é saudável (nem para a mente, nem para o relacionamento do casal) viver apenas para cuidar do filho e participar exclusivamente do universo infantil.

Em certos momentos, é importante, se possível, realizar alguma atividade “de adulto”, como ir ao estádio de futebol ou encontrar com os amigos. Assim, você tira o foco por algumas horas e volta recarregado para estar 100% entregue à criança, sem queixas.

4. Comece a ser presente desde o início

7 dicas de como exercer uma paternidade ativa

Tudo começa quando aquele exame de gravidez dá positivo. A partir desse momento, nada impede que você, pai ou futuro pai, comece a estabelecer uma comunicação com o novo ser vivo que virá ao mundo. Parece algo bobo, mas não é, porque isso vai fazer a diferença lá na frente.

Caso seja impossível, em algum momento, estar fisicamente presente, como para acompanhar a mulher na realização de um exame médico, peça a ajuda da rede de apoio — que pode também se estender para depois do nascimento do bebê.

Além disso, esteja em preparação durante esses nove meses. Veja como estar mais próximo do bebê e da mãe, tentando, de alguma forma, conciliar o trabalho com a nova rotina que vai se estabelecer.

A parte financeira também deve ser muito bem planejada, considerando as fraldas e outros gastos de uma criança recém-nascida.

5. Enxergue as responsabilidades como uma obrigação

Uma coisa é fato: jamais esteja presente cuidando do filho apenas para ajudar a mãe. Isso é importante, mas o essencial é saber que essa é uma obrigação, uma decisão que precisa ser consciente e consentida entre o casal desde o começo de tudo.

Na prática, não é fácil passar as noites em claro, por exemplo, mas quem disse que um filho não exige sacrifício? A disposição é fundamental para que o pai esteja mesmo ali, com uma paternidade ativa construtiva, em vez de meramente de corpo presente, fazendo um favor.

6. Incentive a mãe a ter um tempo para ela também

Da mesma forma que é importante o pai ter os seus momentos de diversão, isso também vale para a mãe.

Afinal, é normal ela se doar mais, principalmente nos primeiros anos, e ficar bastante cansada, precisando dar aquela espairecida.

Pode ser que isso não seja possível nos primeiros meses, mas com o passar do tempo, é essencial vocês encontrarem uma rotina equilibrada.

Dê um tempo para ela sair e tomar um café, ir comprar roupas para o seu corpo que pode ter mudado ou simplesmente a deixe dormir até mais tarde. Um convite para um jantar a dois também é uma excelente opção.

Tente deixar a criança com os avós ou outra pessoa de confiança, assim, a relação do casal não fica tão centrada no filho.

7. Equilibre família e trabalho

É preciso encontrar um ponto de equilíbrio entre o trabalho e os cuidados com a família, buscando algumas formas de tentar flexibilizar o trabalho para ter mais tempo em casa — como a negociação do home office, se possível.

Afinal, é o trabalho que vai trazer o dinheiro das fraldas e, futuramente, da mensalidade escolar e de diversas outras necessidades. Como a mãe não pode trabalhar, pelo menos nos primeiros meses de vida do filho, cabe ao pai enfrentar esse desafio com entusiasmo e resiliência.

Como vimos, a paternidade ativa acontece quando o pai participa da criação e da educação da criança. Compartilhar todas as tarefas com a mãe é de extrema importância, não apenas para o pequeno se sentir amado, mas também como uma forma de tornar a relação entre você e o seu filho cada vez mais forte e duradoura.

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